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Vem aí a Quaresma!
O que se pode dizer sobre isto?
Todos os anos nos são apresentados vários modelos e estilos de vivência da Quaresma e, verdade se diga, nem sempre sabemos se nos dizem respeito ou se são adequados à nossa realidade social.
Torna-se difícil também perceber o que se pretende com este tempo que pretende ser diferente.
Penitência... reconciliação... preparar-me para a Ressurreição de Cristo que sou convidado a experimentar... tempo de partilha e desprendimento... De facto, são propostas muito interessantes e capitais para a vivência deste tempo.
Mas, já agora, porque não pensar neste tempo como um tempo de compromisso meu na pertença e crescimento da Igreja? E porque não fazer dele um tempo de crescimento pessoal? É certo que tudo isto acontece nas propostas atrás referidas. Mas podemos levá-lo mais longe, assumindo a nossa Quaresma como um tempo de formação pessoal previamente definido. São tantas as conferências quaresmais que se realizam, são tantos os livros que se veiculam, são várias as propostas de aprofundamento doutrinal, são certas as catequeses e tempos de oração. Porque não eleger um plano, um livro, uma actividade,... que me permita dizer: “Nesta Quaresma apostei em saber um pouco mais destas coisas da Igreja e da minha fé!...” Porque não?
Além disto e olhando à Pastoral Juvenil da nossa Diocese de Coimbra neste ano pastoral, o tema/ambiente do ano supõe e propõe uma adesão a Jesus Cristo, um compromisso na relação com Ele, uma experiência profunda de compromisso na salvação que Ele me oferece, uma cumplicidade na reconciliação,... Tudo isto configura uma conversão interior permanente, que deve estar no horizonte de fundo da nossa caminhada quaresmal. Temos em vista, sempre, a Vida que Jesus nos oferece.
Que esta Quaresma seja um tempo de encontro de cada um consigo e com o Deus de Amor, em Jesus Cristo, para que logo, e como quem recebe a verdadeira Vida, eu me possa encontrar com os outros.
Pe. João Paulo Vaz